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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Como viveremos em 2014?

 
Quase um ano atrás, mais de 200 jovens perderam a vida num incêndio em uma boate em Santa Maria, RS. Entre tantas histórias tristes e dramáticas, uma em especial me chamou a atenção: a do estudante João Vitório Tavares, então com 19 anos. Segundo ele, sua vida foi salva pelo pai. “Os guris já tinham me ligado umas setes vezes para ir para a Kiss, já tinha até me arrumado, mas meu pai trancou o pé na porta e não me deixou sair. Acabei dormindo e fui acordado por várias ligações me perguntado se eu estava bem”, disse o estudante. Ele perdeu ao menos três amigos na tragédia. “Poderia ter sido eu, era para eu estar lá.” De certa forma, 2013 representa o ano em que João “nasceu de novo”. Aquela poderia ter sido a última noite da vida dele, como foi para centenas de outros jovens. Mas não, João continua vivo. Recebeu uma segunda chance de continuar sua história. O que 2013 representou para você? E se, perdoe-me por perguntar, você soubesse que 2014 fosse seu último ano de vida?

Na Bíblia, encontramos a história de várias pessoas e o relato de seus começos, meios e fins. Algumas começaram bem e terminaram mal. Outras começaram mal e terminaram bem. Outras, ainda, começaram mal e terminaram mal. E algumas começaram bem e terminaram bem. Enfim, pessoas que usaram seu livre-arbítrio para fazer escolhas e tomar decisões que afetaram sua trajetória nesta vida e até mesmo seu destino eterno.

Um desses personagens é Saul. Ele começou bem. Quando de sua escolha para ser o monarca de Israel, sentiu medo, incapacidade. Nas mãos de Deus, até profetizou. Mas, com o tempo, a autossuficiência e o orgulho tomaram conta da vida dele. Afastou-se do Senhor. Consultou uma feiticeira e acabou se suicidando (1Sm 31:1-6). Começou bem, terminou mal.

Outro que não soube aproveitar as oportunidades que Deus lhe concedeu foi Sansão, o homem fisicamente mais forte da Terra, mas um dos mais fracos no aspecto moral. Relacionou-se com prostitutas, tornou-se, assim como Saul, autossuficiente, acabou preso, humilhado e com os olhos furados. Nos últimos momentos de sua vida, clamou a Deus por restauração e foi misericordiosamente atendido (Jz 16:26-31). Conforme Hebreus 11, a salvação de Sansão está garantida. Mas isso não muda o fato de que a vida dele foi desperdiçada.

Diferentemente dos exemplos anteriores, a vida do primeiro mártir cristão, Estevão, foi muito bem aproveitada, já que foi dedicada a Deus. Estevão morreu exatamente como viveu: vendo a face de Jesus (At 7:54-60). Igualmente, Moisés viveu em comunhão com Deus (Êx 33:12-21) e terminou seus dias junto dAquele a quem tanto amou e serviu (Dt 34:1-7).

O que pode ser dito da sua história? O que poderá ser dito dela quando você dormir para este mundo e de você restarem apenas as lembranças na memória dos que ficaram?

Em Romanos 6:2, o apóstolo Paulo pergunta: “Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?” É realmente uma pergunta muito pertinente: Como viveremos? Em grande medida, o fim de nossa vida depende de como a começamos e de como é o “durante”. Se estamos vivos hoje e conscientes de nossa situação, o começo já não importa tanto. Como terminaremos nossos dias não nos é permitido saber. Assim, o que mais importa é a maneira como estamos vivendo agora. A respeito disso podemos fazer alguma(s) coisa(s).

Stephen Smith e sua família aceitaram a mensagem adventista em 1850, mas logo ele começou a ter ideias contrárias à Bíblia e, em seguida, tornou-se altamente crítico dos líderes adventistas e de Ellen White. Smith não aceitou as advertências da Sra. White, que haviam sido dadas a ela numa visão sobre sua condição e seu triste futuro, a menos que ele tivesse uma mudança de coração. Ele se recusou a abrir e ler o testemunho escrito por ela e a carta permaneceu fechada no fundo de um baú por 28 anos – um período de grande amargura para ele.

Em 1884, ele leu vários artigos escritos por Ellen White e, em 1885, participou de algumas reuniões realizadas por Eugene Farnsworth. Durante uma reunião, ele confessou os erros de sua vida para a surpresa dos presentes que esperavam um discurso amargo. Voltando para casa, ele abriu a carta de Ellen White e descobriu que sua vida tinha sido exatamente o que ela disse que seria, se ele não voltasse para Deus. Em outra reunião, ele fez a seguinte confissão: “Os testemunhos estão certos e eu estou errado.”

Alguém disse que “é melhor fazer a vontade de Deus contra a minha vontade do que fazer a minha vontade contra a vontade de Deus”. O estudante João Vitório Tavares, de Santa Maria, aprendeu isso do modo mais difícil. Ele queria ir à boate, mas obedeceu à ordem negativa do pai. Somos livres para escolher nosso caminho, mas não somos livres para dar as costas para as consequências dessa escolha. Mesmo quando Deus “tranca o pé na porta”, ainda podemos insistir e dizer “não”. Ele respeita nosso livre-arbítrio. Com lágrimas nos olhos (como fez o pai do filho pródigo), Ele diz: “Ok, filho, siga seu caminho, mas não se esqueça de que sempre estarei aqui, de braços abertos, para recebê-lo.”

Quando Deus nos pede para escolher sabiamente os lugares que decidimos frequentar, as pessoas com quem vamos nos relacionar e os prazeres a que vamos nos entregar, Ele faz isso porque sabe que lugares, pessoas e prazeres podem representar bênção ou maldição; podem edificar ou destruir; podem refazer, recrear, santificar, revigorar ou desfazer, poluir e escravizar.

Quero me valer das palavras de Paulo em Romanos 13:11-14 como um convite para uma nova vida em 2014: “Chegou a hora de vocês despertarem do sono, porque agora a nossa salvação está mais próxima do que quando cremos. A noite está quase acabando; o dia logo vem. Portanto, deixemos de lado as obras das trevas e vistamos a armadura da luz. Comportemo-nos com decência, como quem age à luz do dia, não em orgias e bebedeiras, não em imoralidade sexual e depravação, não em desavença e inveja. Pelo contrário, revistam-se do Senhor Jesus Cristo, e não fiquem premeditando como satisfazer os desejos da carne.

Lembre-se de que “as coisas mais importantes na vida não são coisas”, como escreveu Anthony J. D’Angelo. Em 2014, invista no que realmente vale a pena: sua relação com Deus, sua vida espiritual, sua família, seus amigos.

Como viveremos em 2014? Depende de nós.

(Texto de Michelson Borges)
 

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